domingo, 11 de dezembro de 2011

Fechando o balanço de 2011.


Sabem quem é este simpático Senhor, sentado sobre uma pedra na praia ? Albert Einstein, um dos rostos mais conhecidos do mundo, além dos pensamentos iluminados e provocativos que nos inspiram ao longo dos séculos. Einstein era dono de uma característica que ao meu ver é pouco exercida nos tempos atuais - o hábito de pensar e refletir sobre a vida e os acontecimentos que nos cercam. Vivemos tão pressionados e empurrados pela rotina do dia a dia, que quando nos restam alguns poucos minutos de tranquilidade, a última coisa que desejamos fazer é pensar na nossa vida.

Isso me leva a uma célebre frase do nosso amigo Einstein, que eu gosto muito:
"Não se pode esperar resultados diferentes fazendo as coisas da mesma forma"


Final de ano é sempre um convite à reflexão. Analisamos o que fizemos, lembramos das resoluções do ano novo e muitas vezes concluímos que pouco ou nada mudamos ou alcançamos daquilo que desejamos quando este ano se iniciou. Aí entramos na fase de justificativas mentais para nosso fracasso, depois passamos pelo estágio de culpar os outros por não termos conseguido atingir nossos objetivos e finalmente, ficamos frustrados.

É claro que há também pessoas que com um firme propósito, perseveraram e estão acima da montanha escalada durante o ano saboreando a vista, sentindo o ar fresco da mudança,  e reconhecendo o quão fortes e determinadas foram, afinal, tudo é possível desde que sejamos persistentes e empreguemos energia para alcançar os nossos ideais.

Mas se você, neste momento pertence ao primeiro grupo, é para você este post, este convite à reflexão neste finalzinho de ano onde tanto seus sonhos como suas memórias estão frescas e podem ser consultadas rapidamente, sem muito esforço. O cérebro é muito poderoso, mas neste momento, o papel ou um arquivo em seu computador pode perpetuar suas intenções e faze-los pensar mais claramente.  Minha sugestão é que você escreva primeiro quais eram seus objetivos para 2011, em seguida,  quão perto chegou deles, e finalmente, o porquê alcançou-os ou não.

O resultado será bem simples. Nada de equações de Einstein. Explico. Se você alcançou tudo ou parte do que se propôs, certamente houve determinação, esforço e persistência. Do contrário, faltou tudo isso.

O que fazer agora ? Já inicie 2012 com seus objetivos planejados, e consulte frequentemente suas metas para que no decorrer dos 365 dias do ano de 2012, você tenha muito mais tempo e tranquilidade para ir em busca de todas estas coisas que você deseja mudar.

Você pode, basta querer. Pense, aja e persista, mudanças só se operam desta forma.

Desejo um bom final de 2011 com tempo para sua reflexão e que em 2012, você seja sua prioridade, pois só assim os outros poderão também desfrutar o melhor de você !

Bom final de ano !
Luciana Tegon

sábado, 12 de novembro de 2011

Nova Gestão de RH: Convergindo Diversidade para Resultados Diferenciados


O mundo dos negócios muda em ritmo acelerado; as relações das empresas com seus diversos stakeholders se intensificam e diversificam com a proliferação de canais e pontos de contato, meios e formas de comunicação e relacionamento, mudando para sempre as dinâmicas corporativas.

São mudanças irreversíveis em que o principal desafio reside na capacidade de adequação das pessoas às novas formas de entender a vida, o trabalho e suas relações e relacionamentos.


Políticas, regras, novas formas de gestão de pessoas e de controle produtivo, dentre outros, devem ser formuladas e implementadas a fim de prover diretrizes claras (guidance) às pessoas/liderados e, ao mesmo tempo, potencializar as habilidades e pontos fortes de cada colaborador, assim como criar caminhos para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de requisitos que eventualmente estejam aquém dos parâmetros de desempenho estabelecidos pela empresa.

Apesar de a tecnologia estar alcançando participação e relevância cada vez maiores nas empresas, seja em função de sua capacidade de processamento, automação de processos, provimento de informações, agilização das rotinas de trabalho, colaboração entre equipes ou até mesmo dos ganhos de produtividade nas dimensões fabris, o fator humano ainda é, sem dúvida alguma, o fiel da balança para o sucesso ou fracasso das empresas em um mercado cada vez mais disputado.

Assim, decisões que requerem sensibilidade, inteligência, sagacidade, conexão e capacidade de análise crítica e integrada de variáveis tangíveis e intangíveis, dentre outras, ainda são exclusividade do ser humano.

Em face às evoluções e inovações vivenciadas pelas organizações, a gestão de pessoas, integrada às necessidades e rumos traçados para o negócio (via planejamento estratégico e vivência da cultura corporativa), reforçam a importância de se focar em aspectos mais estratégicos em detrimento da gestão excessivamente burocrática, técnica e verticalizada.
Muito se discute acerca da política mais correta e mais eficaz de gestão de pessoas, mas o fato é que para se obter uma diferenciação competitiva comprovada a partir desta competência, faz-se necessário otimizar e/ou maximizar os recursos/ativos existentes (que são finitos) na empresa e em seu ecossistema em níveis superiores aos dos seus concorrentes.

Atualmente, algumas linhas de abordagem da nova Gestão de RH sinalizam para a incorporação dessas tendências em seu core gerencial e exemplificam alterações significativas em seu posicionamento e nos papéis desempenhados, tais como a busca pela identificação e compreensão de seus reais stakeholders, compreendendo os impactos e efeitos de sua ação na cadeia de valor de seu negócio; uma maior preocupação com políticas e técnicas de identificação e mensuração do valor agregado pelos indivíduos, repercutindo em remunerações diferenciadas e programas de retenção de talentos; o uso intensivo da tecnologia a serviço do trabalho, principalmente no que se refere à adoção de ambientes, canais e sistemas que permitam a interação e comunicação multifuncional entre grupos de trabalho ou ainda a adoção de novos modelos experienciais e sustentáveis de atuação e aprendizado individual e coletivo.

Em relação à sua estrutura e modelo organizacional, a visão tradicional de departamento burocrático e verticalizado vem migrando para desenhos muito mais fluídos e distribuídos – e, portanto, influentes, com participação direta e proativa da alta gestão com as particularidades e necessidades de cada indivíduo, de seus papéis, responsabilidades e nível de desempenho alcançado.

Mais do que nunca, as empresas precisam de pessoas que agreguem valor aos seus bens e serviços através da criatividade e capacidade produtiva, potencializadas pelo ambiente corporativo e pela atuação direta de um RH presente, moderno, comunicativo e eficaz.
Dentre todas as funções do RH, à luz da perpetuação e compartilhamento dos valores da empresa e da cultura corporativa, aparentemente está no velho trinômio atrair, capacitar e reter talentos seu maior e mais relevante desafio.

Artigo escrito por Thiago de Assis, consultor sênior na DOM Strategy Partners, com os agradecimemtos do Blog do Headhunter pela colaboração.

Tenham todos um excelente final de semana.
Luciana Tegon

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que o Sucesso do Ceni tem em comum sua atuação na Empresa?

Esta semana abrilhantamos este post com um artigo de Cezar Tegon, convidado do Blog do Headhunter. Cezar é colunista da Universidade do Futebol, e eu particularmente acho muito criativo este paralelo que é feito entre o futebol e a gestão e desenvolvimento de pessoas. Espero que gostem e comentem !

Boa semana a todos, que tenhamos disposição para jogar os 90 minutos !
Luciana Tegon

                                                

O que o Sucesso do Ceni tem em comum sua atuação na Empresa?
Você gostaria de ter tudo isso? Saiba o que é preciso para alcançar uma marca semelhante à de Rogério Ceni.

Saudações a todos!
Havia pensado em outro tema para a coluna desta semana. Mas após ver uma coletiva de imprensa, que o Rogério Ceni, goleiro do São Paulo Futebol Clube, realizou no último dia 7 de setembro, após a partida vitoriosa contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro 2011 em comemoração ao seu jogo de nº 1.000 com a camiseta do clube, acabei mudando de idéia, o que eu tinha pensando para esta semana, ficará para a próxima.
Todos sabem que não sou um torcedor do São Paulo, no entanto, admiro e valorizo pessoas esforçadas, e o Rogério Ceni é um exemplo a ser seguido. Independente do time do coração, para quem quer atuar no futebol, no campo profissional, este fator deve estar sempre em segundo plano.
Mesmo versando sobre liderança, sucesso, reconhecimento e o esforço para atingir um objetivo, citar exemplos da área em que atuam, é sempre mais fácil de assimilar.
Farei aqui um paralelo do que Ceni fala em sua entrevista, versus o que acontece nas empresas ou nos clubes. E verão que são realidades idênticas. Para começar, assistam ao vídeo da coletiva neste link: http://bit.ly/nE8sHM - peço que analisem os primeiros 21min, pois depois a entrevista se foca no jogo que acabou de acontecer, propriamente dito. Outra dica importante a compreensão total do vídeo, é deixar seu lado torcedor de lado, e ter o olhar de um líder, de quem quer ter sucesso e reconhecimento, e percebam o esforço necessário para se chegar lá.
Um exercício que sempre procuro fazer ao ver um filme ou uma entrevista, que considero de alguém importante, é o de ver com olhar empresarial, e desta forma entender como posso aplicar o que está sendo dito ou mostrado no dia a dia das empresas. Acredito que neste caso, vários trechos da entrevista podem ser aproveitados por vocês, por conter muitas lições a serem aprendidas.
Vale lembrar, ao passo que assistem ao vídeo, que esse ídolo do São Paulo, nunca fez cursos para ser um líder, mas tem essa virtude em seu DNA, além, é claro, de muita atitude. Vejo que muitos profissionais que ministram cursos para a formação de lideranças transcorrem sobre conceitos e ensinamentos, e depois, na pratica, não fazem nada do que pregam. O caso do Rogério é diferente, é possível comprovar que ele faz o que fala.
Pontos de atenção
- Cobrar internamente e ressaltar as qualidades publicamente: sabemos que o Rogério Ceni cobra sempre os resultados do grupo, marca forte. Mas suas cobranças são feitas a portas fechadas, só o grupo sabe, em contra partida, ele sempre elogia as conquistas, valoriza o grupo - como fez nessa entrevista, elogiando o esforço de cada um, ressaltando os gols, o comprometimento com o resultado e etc. Nas empresas de sucesso, os líderes e as equipes que apresentam os melhores resultados, agem exatamente assim. Internamente, existem as cobranças pela qualidade, e fora, para o público externo, como os clientes, por exemplo, os membros dessas equipes são sempre muito valorizados, e ninguém nunca é apontado como único responsável por um erro. Quando algo de bom acontece, os elogios são externados e enaltecidos.

- Valorizar a estrutura que o clube proporciona: Ceni fala que o clube oferece uma estrutura técnica. Na empresa é a mesma coisa, um bom líder e as pessoas de sucesso, devem valorizar tudo o que é oferecido e que possa agregar no seu desenvolvimento. Um ótimo talento sem bons recursos, não consegue render o que poderia, e o profissional de sucesso sabe disso, e valoriza muito esses pontos.

- Exemplificar com atitudes e não apenas com palavras: mesmo estando cansado, com a idade que tem, com as contusões sofridas, com as dores que certamente sente como resultado desses anos de muito esforço e etc., Ceni treina diariamente. Poderia não treinar em alguns dias, principalmente quando está com mais dores, mais exausto, ninguém falaria nada, mas ele se preocupa em ser o exemplo, em mostrar com suas atitudes o que deve ser feito, é o primeiro a chegar e o último a ir embora dos treinos, o recado que fica para os demais, principalmente para os mais jovens é: você quer ter sucesso, ser referência? Então faça o que eu faço! E olha ele faz isso há 21 anos. E tem gente que acha que fazer isso um dia, uma semana, um mês, um ano, já é garantia de sucesso eterno. Puro engano!

Com certeza, em seu trabalho, existem exemplos parecidos. Acredite que os grandes líderes, mesmo em “férias”, estão sempre atentos ao que está acontecendo com sua equipe. Trabalham com dedicação impar, e procura fazer de todos os dias como fizeram no primeiro. Não é fácil, mas se você quer ter sucesso, siga o exemplo dessas pessoas.

- Pensar antes de falar: como o líder é referência para os outros, todas as suas atitudes são avaliadas. Nos jogos que o time não vai bem, onde as coisas não saíram como ele queria, seu papel é pensar sobre o ocorrido e só depois falar com a impressa, na saída do campo não se pode falar nada. Se não tomar cuidado, o que era algo simples pode virar um problemão.

- Focar no resultado e nos objetivos: a entrevista citada acima têm dois exemplos ótimos. O primeiro é o que ele relata sobre estar tão concentrado no jogo, no trabalho, mesmo sendo um dia de festa (festa para a torcida, para ele a festa foi apenas após o jogo), esqueceu as filhas no vestiário, uma vez que as filhas entrariam com ele em campo, e minutos depois, alguém lembrou este fato e tudo certo. O segundo é quando cita o que aconteceu 20 minutos depois do jogo, tendo em mãos todos os resultados da rodada, a posição do time no campeonato, as chances teóricas, os próximos jogos, etc, e notem que após o jogo ele ainda foi fazer antidoping, ou seja, saiu do campo direto para entrevista e já sabia tudo o que era importante para o time na tabela, foco total nos objetivos. Na empresa esse foco em resultados, objetivos, são dois dos principais atributos de um líder. Digo sempre que as pessoas têm duas opções: uma é focar nos objetivos, nas soluções, ser parte dessa solução, e a outra é só se preocupar com os problemas, com o que deu errado, agindo assim, você se transforma em parte do problema. Pensem e escolham em que direção deve seguir.

- Lembrar dos sucessos, das conquistas e do dever para ser um campeão sempre: Ceni ilustra esse cenário de realizações aos mais jovens do grupo, e mostra também qual o esforço necessário para que isso seja possível. E isso é motivador para qualquer um. Em ambiente corporativo é fundamental lembrar a todos das glórias, das grandes contas conquistadas, dos elogios nos atendimentos, relembrar esses fatos aos que participaram e mostrar para os mais novos, o que é possível ser feito e qual é o esforço necessário. Paralelamente o líder deve sempre mostrar também o que deu errado, o que não deve ser feito e seus impactos. Claro que os erros sempre devem ser bem menores que os acertos, caso contrário, a empresa não será uma empresa de sucesso ou o clube não terá conquistas, mas é importante lembrar e principalmente aprender com os erros.

- O jogo mais importante é o próximo: Ceni diz em pegar os bons exemplos e dos grandes feitos, mas o que passou e não poder ser mudado, então aproveite e se prepare, pois o mais importante é o próximo jogo. Quando se aposentar, aí sim, será hora de lembrar-se do jogo mais importante, das taças e etc. Na empresa é exatamente igual, e o importante neste caso é saber o que pode ser melhorado para o próximo cliente, na próxima venda. O amanhã são os dias tão importantes quanto o hoje.

- Lembrar como começou e quem o ajudou: mesmo sendo um ídolo hoje, Rogério se lembra de quem o ajudou no inicio de sua carreira, e é grato. Fala também da primeira final que jogou, ainda no juvenil, na qual estava com ama luva do Gilmar e com a camisa do Zetti, e até hoje é grato aos dois. E fala inda dos momentos especiais, quando os holofotes estavam todos voltados para ele, se lembra de coisas boas e ruins e de como foi sua estrada. Muitos profissionais já querem começar como diretores – não querem ter um passado em cargos menores - mas na empresa, o líder nato não começa em posição de liderança, não começa em cargos na alta hierarquia. Com certeza ele tem no DNA a liderança, mas antes de subir ao topo, terá que jogar mais um tempo, e suas atitudes, inclusive estas de lembrar como, onde e quem o ajudou no inicio, são determinantes para se chegar lá. Depois no cume, o desafio maior será o de continuar lá em cima.

Resumindo, assistir a este vídeo é poder ver na pratica algumas dicas fundamentais, pois são momentos especiais, que não podem ser desprezados por quem deseja ser um bom líder, aproveitem!

Agora, intervalo, vamos aos vestiários e nos vemos em 15 dias, na coluna do dia 16/09.

Abraços a todos!