domingo, 7 de agosto de 2011

No skype, Yes People !



Quem me conhece sabe que sou skypemaníaca, mas, o excesso de digitação debilitou  minhas mãos e tive que rever meus métodos de trabalho. Decidida a poupar meus tendões, modifiquei minha rotina. Chegava ao escritório, cumprimentava a todos e já ia alinhando os assuntos pendentes, tirando uma dúvida aqui, esclarecendo uma situação alí, jogando conversa fora sobre o final de semana, e assim passava o dia, no meio da minha equipe ao invés de ficar na minha sala sentada atrás da tela.

De volta ao computador, surpresa ! Um volume muito menor de emails para ler, e especialmente para responder. Fiz o mesmo com os clientes, passei a telefonar mais para tratar de assuntos que levaria horas para escrever, mantendo a formalização via email apenas para o que era necessário.

Refleti e concluí que um contratempo - a tendinite que se instalou nas minhas mãos - serviu para que eu procurasse outra forma de fazer as coisas. E o mais legal de tudo isso, é que  senti mais prazer em realizar meu trabalho junto da minha equipe, estreitando laços, estimulando cada um dentro das suas necessidades, conhecendo a todos de forma única, afinal, cada ser humano é muito singular e é isso que me encanta, a diversidade.

Tudo é mais fácil quando explicado "olho no olho", desenvolvemos pessoas através da disseminação do conhecimento e isso requer tempo, disponibilidade e sobretudo, amor ao que fazemos.

As pessoas estão desaprendendo a se relacionar pessoalmente, com tantas redes sociais, lotadas de pessoas que nem sequer sabemos quem são, o tempo é pouco para tanta tecnologia e até para dar conta da pressão que ela nos impõe.

Longe de ser um retrocesso o abandono ao skype durante o dia -  quando estou acessível às pessoas pessoalmente ou por telefone - acredito que esta mudança me trouxe ganhos na gestão dos meus negócios e da minha equipe.

A proximidade elimina os mal entendidos que tão frequentemente observamos na troca de emails e mensagens, pois a possibilidade de olhar o interlocutor te fornece um sem número de informações que contribuem para um melhor resultado de forma geral, seja nas relações pessoais como de trabalho.

Deixo aqui meu relato sobre esta mudança incomum para os dias de hoje, onde nos afogamos em tanta tecnologia, mas posso afirmar que o resultado surpreendeu !

Uma boa semana para todos !
Luciana Tegon

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Blog do Headhunter: O desafio da atração e retenção de candidatos nos ...

Blog do Headhunter: O desafio da atração e retenção de candidatos nos ...: "Antigamente, buscar candidatos em um processo de recrutamento e seleção não era uma tarefa tão difícil como na atualidade. Anunciada a vag..."

O desafio da atração e retenção de candidatos nos dias de hoje.


Antigamente, buscar candidatos em um processo de recrutamento e seleção não era uma tarefa tão difícil como na atualidade.

Anunciada a vaga, a questão era escolher os melhores qualificados, com disponibilidade imediata para início, dentro da proposta de salário da empresa e ainda que morassem perto da empresa. Mesmo com todos estes requisitos, preencher uma vaga não era um bicho de sete cabeças. A equação era, a empresa escolhia um entre vários candidatos que estavam ávidos por uma oportunidade.

Nos dias de hoje, quando já falamos em pleno emprego em algumas regiões do Brasil, a dificuldade é atrair candidatos interessados para a oportunidade de trabalho. Hoje, temos cada vez mais empresas sendo escolhidas do que empresas escolhendo seus talentos.

O fator distância entre a residência do profissional e o seu futuro local de trabalho já está encabeçando a lista de quesitos avaliados pelos candidatos. Em grandes metrópoles, onde o tempo de deslocamento por vezes passa de 1 hora e meia, vemos todos os dias candidatos buscando trabalho mais próximo de suas casas.

Muitas vezes pessoas bem empregadas em empresas de renome, mas que esgotadas pelo cotidiano cruel do trânsito, fazem a opção pela qualidade de vida que terão se trabalharem mais perto. Fazem planos de investir o tempo economizado no trajeto em seu bem estar, como frequentar academia e estar mais com a família.

Superada a questão da distância, constato candidatos participando de 3 a 5 processos seletivos ao mesmo tempo, e mesmo empregados, estão ligados em possibilidades de crescimento profissional. Avaliam distância, salário, possibilidade de crescimento, incentivo em cursos e especializações. As empresas, passaram de selecionadoras, à selecionadas.

Está de fato instalada a guerra pelos melhores talentos do mercado. Há muitas oportunidades e pouca gente qualificada (na visão das empresas).

Outro dado importante. Há alguns anos as empresas contratavam pessoas que realmente identificavam como potenciais e investiam em sua formação. Hoje, os gestores procuram pessoas já altamente especializadas no segmento de atuação, e estão sem verba para investir na formação de seus talentos. Resultado ? Buscam a agulha no palheiro. Está cada vez mais difícil encontrarem o profissional "pronto" que buscam.

E enquanto as empresas menos antenadas para esta nova realidade procuram pelo "ótimo", o "bom com potencial" passa todos os dias pelas salas de seleção e são descartados sem uma análise mais aprofundada do que está por vir. 

Amanhã, aquele "bom candidato com potencial" terá sido contratado pelas empresas que acordaram para este novo cenário de pleno emprego + copa do mundo + pré sal + olimpíadas. Este mesmo candidato terá se desenvolvido e ganhará muito mais, estará buscando outras posições, enquanto as empresas que insistem em resistir à realidade, continuarão buscando os "otimos e prontos " no palheiro.

Vamos ajustar nossos focos !
Final de semana vem vindo, descansem porque a vida não é feita só de trabalho...
Luciana Tegon