Já era hora do Brasil começar a usar as modernas tecnologias de
comunicação que surgiram nos últimos anos a serviço dos processos de
recrutamento e seleção. Um exemplo saudável nessa direção vem sendo dado
pela Elancers, que incorporou a ferramenta Hangout, do Google, à sua
plataforma de recrutamento e seleção. Como funciona o Hangout? Ele
permite que um grupo de até 10 pessoas interajam por meio de chat ao
vivo, com vídeo. Isso significa que um bom recrutador é capaz de fazer
entrevistas com profissionais que não precisam mais se deslocar, podendo
participar de processos de recrutamento e seleção a partir de suas
casas, após o trabalho ou até mesmo nos finais de semana e em feriados,
inclusive de outras cidades e regiões.
Segundo Luciana Tegon, sócia da Tegon Consultoria, o uso do Hangout do
Google nos processos de seleção reduz drasticamente o prazo de indicação
da candidatos para as empresas de 45 para 10 dias, o que traz ótimos
impactos também nos custos, que também são reduzidos. Mas Luciana
adverte: essas vantagens só são alcançadas se o sistema é usada dentro
de uma plataforma de recrutamento e seleção mais estruturada, como a da
Elancers, que permite integrar as entrevistas em vídeo a todo um
processo de seleção e acompanhamento dos candidatos:
"Sem isso, gerenciar o Hangout se torna apenas um complicador a mais
para o recrutador, uma vez que além de ter que lidar com currículos que
chegam por e-mail de diversas fontes, o recrutador tem que lidar com o
Hangout de forma desconectada. Outro recrutador da mesma empresa, por
exemplo, não saberia dizer se aquele candidato foi entrevistado à
distância ou não", explica.
Se para os recrutadores o Hangout permite mais agilidade e um serviço
mais em conta para as empresas, para os candidatos o Hangout também traz
mudanças importantes. Agora, as pessoas precisam aprender a participar
de entrevistas à distância, sentadas diante de um computador ou
notebook, e aproveitando todas as oportunidades para mostrarem o quanto
estão preparadas para aquela vaga:
"Questões como aparência, por exemplo, seguem sendo importantes. Ou
seja, não é porque você está em uma entrevista à distância que você vai
descuidar da aparência. Mas além da aparência, é preciso encontrar um
local tranquilo, controlado, sem gritaria de crianças ou latidos de
cachorros, onde o candidato possa mostrar suas qualificações de modo
claro e objetivo", explica Luciana.
Para entender melhor como usar o processo de recrutamento via Hangout,
preparamos um vídeo didático com uma entrevista com Luciana Tegon que
você pode acessar abaixo. Deixe seus comentários!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Analise também a vaga, não apenas o candidato
Muitos
processos de recrutamento e seleção se baseiam exclusivamente na
análise e seleção dos candidatos. No entanto, a maioria das
empresas que procede dessa forma descobre, para sua infelicidade, que
o “candidato não se adaptou à vaga”. No Brasil, temos um índice
de rotatividade de mão de obra que ultrapassa os 37% ao ano, o que
significa que, em três anos, a maioria das empresas muda praticamente
todos os empregados. Por que isso ocorre? Por que muitos candidatos
se desencantam com a empresa ou com a oportunidade que alcançaram?
Segundo
Luciana Tegon, sócia diretora da Tegon Consultoria, empresa
especializada em processos de recrutamento e seleção, a resposta
para essas indagações passa pela crescente certeza de que as
empresas recrutam mal:
“Muitas
focam a análise do candidato, mas se esquecem de fazer um processo
de autoconhecimento, ou seja, deixam de avaliar a cultura
organizacional que vai abrigar este ou aquele candidato. Quando as
empresas ignoram esta etapa, é quase certo que vão colocar dentro
da empresa alguém que não tem afinidade alguma com a realidade da
organização, o que invariavelmente termina em decepção,
afastamento e rompimento”, explica Luciana.
Por isso,
analisar a cultura da empresa é um processo fundamental de toda ação
de recrutamento e seleção. Mais do que analisar o candidato, é
preciso fazer, também, uma análise 360° da vaga que está sendo
oferecida. Para entender mais sobre este assunto tão complexo, veja
a entrevista em vídeo com Luciana Tegon.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Rejeitar empregados com mais de 45 é ruim para as empresas
Cerca de 38% dos empregados norte-americanos têm idade superior a 45
anos, como apontam pesquisas da consultoria global de Recursos
Humanos Manpower. No Brasil, outra pesquisa da PriceWaterhouseCoopers
(PwC) aponta que os profissionais nessa faixa etária não passam de
24% da força de trabalho, número que deve crescer nos próximos
anos, isso se as empresas finalmente superarem os preconceitos contra
trabalhadores mais velhos. Segundo Luciana Tegon, sócia diretora da
consultoria Tegon, empresa especializada em processos de atração e
seleção de profissionais, muitas empresas não estão preparadas
para lidar com profissionais mais velhos, que exigem estratégias de
adaptação diferenciadas:
“Se até os 45
anos o profissional não alcançou um cargo de liderança, o que é
algo muito comum, ele terá chances de trabalho inicialmente no mesmo
nível onde já atuava, mas a possibilidade de uma promoção
dependerá de sua performance. Um problema recorrente, que é a
adaptação do funcionário mais velho a um chefe mais novo, está
ligado ao perfil comportamental da pessoa e não à sua idade. Muitas
empresas temem que um profissional mais maduro não respeite um chefe
mais novo, mas o problema aí é a atitude comportamental tanto do
empregado mais velho, quanto do chefe mais novo. Se estas pessoas
tiverem perfis adequados para o trabalho em equipe, esse tipo de
problema não acontecerá”, assinala Luciana.
Outro aspecto que assusta as empresas está
ligada a eventuais problemas de saúde que profissionais mais velhos
podem vir a apresentar. Segundo a diretora da consultoria Tegon este
é um receio comum, mas não é segredo para ninguém que após os 40
anos o indivíduo começa a declinar e as rotinas de exames começam
a ficar mais intensas, mesmo que preventivamente:
“No entanto, o
fato de eventualmente precisar se ausentar para exames médicos não
significa que o empregado será menos produtivo. As empresas precisam
observar a performance de cada indivíduo antes de emitir um
julgamento. Há profissionais mais jovens que estão o tempo todo na
empresa, mas que estão desinteressados sobre o que se passa no seu
entorno, mostrando-se acomodados no trabalho. Ao passo que há
profissionais com 50 anos ou mais que embora eventualmente possam ir
ao médico, estão motivados, têm mais experiência e conhecimento e
são muito mais produtivos, compartilhando conhecimentos e
interagindo com todos. Pergunto, quem tem melhor performance e
comprometimento com os objetivos da empresa?”, desafia Luciana.
Vantagens –
Entre as principais vantagens para uma empresa contratar
profissionais mais velhos, Luciana assinala que, em regra, são
profissionais já estabelecidos na vida, com filhos grandes, ou seja,
com mais disponibilidade e possibilidade de dedicação do que os
mais jovens com família e filhos pequenos:
“Outra vantagem
é que estes profissionais tem mais maturidade corporativa, lidam com
problemas de forma mais sensata, pois já dominam o equilíbrio de
suas emoções. Normalmente contribuem muito com suas experiências e
acabam sendo "conselheiros" dos mais jovens da equipe. Da
mesma forma, estes profissionais aprendem bastante com os mais jovens
sobre assuntos tecnológicos e atualidades, é uma excelente troca de
experiências quando temos pessoas dispostas a fazer isso e não a
fechar-se em um conflito de gerações”, assinala Luciana.
Para a diretora da Tegon, com o nível de desemprego no Brasil em 5%,
as empresas precisarão ampliar ampliar seu leque de possibilidades
de atração para preencher as vagas, o que pressupõe olhar mais
para profissionais com mais idade:
“Entretanto, a
questão da qualificação é um fator que deve ser tratado com
atenção pois há um déficit grande de profissionais com idioma
inglês e com cursos e especializações na área em que atuam.
Pessoas com mais de 45 anos podem ser mais qualificadas e inclusive
terem já ocupado cargos de liderança em sua trajetória
profissional, o que significa dizer que já trarão habilidades de
gestão desenvolvidas”, conclui.
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