quinta-feira, 3 de abril de 2014

Inovações em recrutamento e seleção: o futuro chegou

Já era hora do Brasil começar a usar as modernas tecnologias de comunicação que surgiram nos últimos anos a serviço dos processos de recrutamento e seleção. Um exemplo saudável nessa direção vem sendo dado pela Elancers, que incorporou a ferramenta Hangout, do Google, à sua plataforma de recrutamento e seleção. Como funciona o Hangout? Ele permite que um grupo de até 10 pessoas interajam por meio de chat ao vivo, com vídeo. Isso significa que um bom recrutador é capaz de fazer entrevistas com profissionais que não precisam mais se deslocar, podendo participar de processos de recrutamento e seleção a partir de suas casas, após o trabalho ou até mesmo nos finais de semana e em feriados, inclusive de outras cidades e regiões.
Segundo Luciana Tegon, sócia da Tegon Consultoria, o uso do Hangout do Google nos processos de seleção reduz drasticamente o prazo de indicação da candidatos para as empresas de 45 para 10 dias, o que traz ótimos impactos também nos custos, que também são reduzidos. Mas Luciana adverte: essas vantagens só são alcançadas se o sistema é usada dentro de uma plataforma de recrutamento e seleção mais estruturada, como a da Elancers, que permite integrar as entrevistas em vídeo a todo um processo de seleção e acompanhamento dos candidatos:
"Sem isso, gerenciar o Hangout se torna apenas um complicador a mais para o recrutador, uma vez que além de ter que lidar com currículos que chegam por e-mail de diversas fontes, o recrutador tem que lidar com o Hangout de forma desconectada. Outro recrutador da mesma empresa, por exemplo, não saberia dizer se aquele candidato foi entrevistado à distância ou não", explica.
Se para os recrutadores o Hangout permite mais agilidade e um serviço mais em conta para as empresas, para os candidatos o Hangout também traz mudanças importantes. Agora, as pessoas precisam aprender a participar de entrevistas à distância, sentadas diante de um computador ou notebook, e aproveitando todas as oportunidades para mostrarem o quanto estão preparadas para aquela vaga:
"Questões como aparência, por exemplo, seguem sendo importantes. Ou seja, não é porque você está em uma entrevista à distância que você vai descuidar da aparência. Mas além da aparência, é preciso encontrar um local tranquilo, controlado, sem gritaria de crianças ou latidos de cachorros, onde o candidato possa mostrar suas qualificações de modo claro e objetivo", explica Luciana.
Para entender melhor como usar o processo de recrutamento via Hangout, preparamos um vídeo didático com uma entrevista com Luciana Tegon que você pode acessar abaixo. Deixe seus comentários!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Analise também a vaga, não apenas o candidato

Muitos processos de recrutamento e seleção se baseiam exclusivamente na análise e seleção dos candidatos. No entanto, a maioria das empresas que procede dessa forma descobre, para sua infelicidade, que o “candidato não se adaptou à vaga”. No Brasil, temos um índice de rotatividade de mão de obra que ultrapassa os 37% ao ano, o que significa que, em três anos, a maioria das empresas muda praticamente todos os empregados. Por que isso ocorre? Por que muitos candidatos se desencantam com a empresa ou com a oportunidade que alcançaram?
Segundo Luciana Tegon, sócia diretora da Tegon Consultoria, empresa especializada em processos de recrutamento e seleção, a resposta para essas indagações passa pela crescente certeza de que as empresas recrutam mal:
Muitas focam a análise do candidato, mas se esquecem de fazer um processo de autoconhecimento, ou seja, deixam de avaliar a cultura organizacional que vai abrigar este ou aquele candidato. Quando as empresas ignoram esta etapa, é quase certo que vão colocar dentro da empresa alguém que não tem afinidade alguma com a realidade da organização, o que invariavelmente termina em decepção, afastamento e rompimento”, explica Luciana.
Por isso, analisar a cultura da empresa é um processo fundamental de toda ação de recrutamento e seleção. Mais do que analisar o candidato, é preciso fazer, também, uma análise 360° da vaga que está sendo oferecida. Para entender mais sobre este assunto tão complexo, veja a entrevista em vídeo com Luciana Tegon.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Rejeitar empregados com mais de 45 é ruim para as empresas

Cerca de 38% dos empregados norte-americanos têm idade superior a 45 anos, como apontam pesquisas da consultoria global de Recursos Humanos Manpower. No Brasil, outra pesquisa da PriceWaterhouseCoopers (PwC) aponta que os profissionais nessa faixa etária não passam de 24% da força de trabalho, número que deve crescer nos próximos anos, isso se as empresas finalmente superarem os preconceitos contra trabalhadores mais velhos. Segundo Luciana Tegon, sócia diretora da consultoria Tegon, empresa especializada em processos de atração e seleção de profissionais, muitas empresas não estão preparadas para lidar com profissionais mais velhos, que exigem estratégias de adaptação diferenciadas:
Se até os 45 anos o profissional não alcançou um cargo de liderança, o que é algo muito comum, ele terá chances de trabalho inicialmente no mesmo nível onde já atuava, mas a possibilidade de uma promoção dependerá de sua performance. Um problema recorrente, que é a adaptação do funcionário mais velho a um chefe mais novo, está ligado ao perfil comportamental da pessoa e não à sua idade. Muitas empresas temem que um profissional mais maduro não respeite um chefe mais novo, mas o problema aí é a atitude comportamental tanto do empregado mais velho, quanto do chefe mais novo. Se estas pessoas tiverem perfis adequados para o trabalho em equipe, esse tipo de problema não acontecerá”, assinala Luciana.
Outro aspecto que assusta as empresas está ligada a eventuais problemas de saúde que profissionais mais velhos podem vir a apresentar. Segundo a diretora da consultoria Tegon este é um receio comum, mas não é segredo para ninguém que após os 40 anos o indivíduo começa a declinar e as rotinas de exames começam a ficar mais intensas, mesmo que preventivamente:
No entanto, o fato de eventualmente precisar se ausentar para exames médicos não significa que o empregado será menos produtivo. As empresas precisam observar a performance de cada indivíduo antes de emitir um julgamento. Há profissionais mais jovens que estão o tempo todo na empresa, mas que estão desinteressados sobre o que se passa no seu entorno, mostrando-se acomodados no trabalho. Ao passo que há profissionais com 50 anos ou mais que embora eventualmente possam ir ao médico, estão motivados, têm mais experiência e conhecimento e são muito mais produtivos, compartilhando conhecimentos e interagindo com todos. Pergunto, quem tem melhor performance e comprometimento com os objetivos da empresa?”, desafia Luciana.
Vantagens – Entre as principais vantagens para uma empresa contratar profissionais mais velhos, Luciana assinala que, em regra, são profissionais já estabelecidos na vida, com filhos grandes, ou seja, com mais disponibilidade e possibilidade de dedicação do que os mais jovens com família e filhos pequenos:
Outra vantagem é que estes profissionais tem mais maturidade corporativa, lidam com problemas de forma mais sensata, pois já dominam o equilíbrio de suas emoções. Normalmente contribuem muito com suas experiências e acabam sendo "conselheiros" dos mais jovens da equipe. Da mesma forma, estes profissionais aprendem bastante com os mais jovens sobre assuntos tecnológicos e atualidades, é uma excelente troca de experiências quando temos pessoas dispostas a fazer isso e não a fechar-se em um conflito de gerações”, assinala Luciana.
Para a diretora da Tegon, com o nível de desemprego no Brasil em 5%, as empresas precisarão ampliar ampliar seu leque de possibilidades de atração para preencher as vagas, o que pressupõe olhar mais para profissionais com mais idade:

Entretanto, a questão da qualificação é um fator que deve ser tratado com atenção pois há um déficit grande de profissionais com idioma inglês e com cursos e especializações na área em que atuam. Pessoas com mais de 45 anos podem ser mais qualificadas e inclusive terem já ocupado cargos de liderança em sua trajetória profissional, o que significa dizer que já trarão habilidades de gestão desenvolvidas”, conclui.